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Elogio da Loucura - Erasmo de Rotterdam

4 de fev. de 2010

Título Original: em grego Morias Engomion (Μωρίας Εγκώμιον), latim Stultitiae Laus
Ano: 1509
País: Holanda
Comentário: Erasmo de Rotterdam ou Desiderius Erasmus Roterodamus, nasceu em 27 de outubro de 1466 (em Rotterdam) e morreu em 12 de julho de 1536 (na Basiléia) foi um humanista e teólogo. Seu pai foi um padre de nome Gerard e sua mãe Margarete. Era filho ilegítimo mas seus pais cuidaram bem dele até que morreram prematuramente devido à peste negra. Sua educação foi exemplar, a melhor que um jovem poderia ter e ficou a cargo de diversos mosteirosVárias vantagens lhe foram oferecidas através do mundo acadêmico. Recusou todas, preferindo a incerteza. Tinha suficiente reservas originadas de sua atividade literária independente.Elogio da Loucura é a sua obra mais conhecida, que foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. É um ensaio escrito em 1509 e publicado em 1511. Este livro é considerado um dos mais influentes livros da civilização ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.

Começa com um aspecto satírico para depois tomar um aspecto mais sombrio, em uma série de orações, já que a loucura aprecia a autodepreciação, e passa então a uma apreciação satírica dos abusos supersticiosos da doutrina católica e das práticas corruptas da Igreja Católica Romana. O ensaio termina com um testamento claro e por vezes emocionante dos ideais cristãos.O ensaio é repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do renascimento. A loucura se compara a um dos deuses, filha de Plutão e Frescura, educada pela Inebriação e Ignorância, cujos companheiros fiéis incluem Philautia (amor-próprio), Kolakia (elogios), Lethe (esquecimento), Misoponia (preguiça), Hedone (prazer), Anoia (Loucura), Tryphe (falta de vontade), Komos (destempero) e Eegretos Hypnos (sono morto).

Código da Vida - Saulo Ramos

23 de jan. de 2010


Título Original: Código da Vida
Ano: 2007
País: Brasil
Comentário: Em Código da Vida, a pretexto de contar, com todos os detalhes, um caso curiosíssimo que viveu como advogado, Saulo Ramos entermeia essa história de suspense absolutamente verídica com sua história de vida, desde a infância nas cidades paulistas de Brodowski e Cravinhos, até os dias de hoje. Desobedecendo todas as obviedades da estrutura tradicional das biografias, Saulo Ramos constrói uma obra de qualidade espantosa, seja pela riqueza vocabular de sua linguagem, seja pela maestria com que utiliza os recursos literários de uma narrativa. Mas, como se isso não bastasse, a vida de Saulo Ramos tem ingredientes dignos das mais importantes biografias já publicadas no Brasil. Como o menino do interior chegou a Consultor Geral da República?

A. S. Franchini & Carmen Seganfredo - As 100 Melhores Histórias da Mitologia

29 de set. de 2009


Título Original: As 100 Melhores Histórias da Mitologia
Ano: 2003
País: Brasil
Comentário: A. S. Franchini é um escritor e tradutor brasileiro famoso por suas muitas obras sobre diversas mitologias, escritas em dupla com Carmen Seganfredo. Eles são responsáveis pela produção da maior série de contos mitológicos já lançados no Brasil.
Nesse livro, são contadas as maiores batalhas do mundo antigo, o nascimento dos mais célebres heróis de então, os principais episódios envolvendo deuses e deusas do Olimpo, e mortais, imortais, monstros e bestas são aqui relatos na sua forma original: com o vigor da ficção.
Nas cem histórias que compõem este livro, as forças da natureza tomam vida, forma-se o Universo, nasce o homem, surgem os animais e explicam-se, segundo a ótica mágica da mitologia greco-romana, os primórdios da existência e da história da humanidade. Os mitos não são mitos, mas personagens vívidos e de carne e osso, que pensam, sentem e amam - tudo isso contado numa prosa acessível - e que compõem o berço da cultura.

Florbela Espanca - Livro de Mágoas


Título Original: Livro de Mágoas
Ano: 1919
País: Portugal
Comentário: Livro de Mágoas é a primeira obra poética de Florbela Espanca editada. Saiu em Junho de 1919 em Lisboa pela Tipografia Maurício graças a Raul Proença, um intelectual e crítico literário conceituado e influente, que reconheceu o talento da jovem poetisa.
O livro, inicialmente nomeado Primeiros Passos, tinha por base onze poesias da coletânea Trocando Olhares. A autora enviou a Raul Proença a amostra da sua criação em Julho de 1916. Corrigiu os poemas conforme as sugestões do crítico e escreveu mais alguns para completar a sua primeira antologia.
São trinta e dois sonetos dedicados ao pai ("A meu Pai. Ao meu melhor amigo") e ao irmão da poetisa ("À querida Alma irmã da minha. Ao meu irmão"). Florbela centra-se na temática da mágoa, da dor e da saudade, inserindo-se, desde o início da obra, num contexto decadentista. Para assinalar o tom finissecular a antologia abre com uma epígrafe a Eugénio de Castro ("Procuremos somente a beleza…") e a Verlaine ("Isoléns dans l’amour…"). Ao longo da obra observa-se uma tendência para chorar e lamentar-se, manifestada especialmente em sonetos "Vaidade", "Neurastenia", "Castelã" e "Em Busca do Amor". Abordando igualmente a temática do sonho, Florbela define para si um espaço poético único de comunicação entre os tristes e magoados. A poetisa expõe esta intenção logo no primeiro soneto: "Este Livro…".

Álvares de Azevedo - Noite na Taverna


Título Original:Noite na Taverna
Ano: 1855
País: Brasil
Comentário: Noite na Taverna é uma obra de Álvares de Azevedo publicada postumamente no ano de 1855 em uma coletânea de textos do autor em dois volumes. De tons trágicos e cheia de fantasia, a obra é uma autêntica representante da escola byroniana do Romantismo no Brasil.
O livro está dividido em sete capítulos. O primeiro capítulo faz uma introdução, traça o cenário (uma taverna) e apresenta os personagens. O último finaliza a história anterior e o livro simultaneamente, dando um caráter de realidade às histórias narradas pelas cinco personagens. O diálogo inicial entre Satã e Macário, que é o final de outro livro de Álvares de Azevedo, Macário, demonstra que o que se vai ler é algo cheio de vícios. Além disso, uma característica da obra é a visão idealizada do amor, pois só o amor seria capaz de corrigir todos os males.
Reunidos em uma taverna, as personagens, descrentes com a vida e o amor, cheios de vícios e amantes do vinho, definem-se como libertinos, admiram Don Juan e contam "histórias sanguinolentas" envolvendo o amor e crimes do passado, todas com fim trágico. Representação de que o amor e a vida não valeria.

Álvares de Azevedo - Macário


Título Original: Macário
Ano: 1852
País: Brasil
Comentário: Macário é uma peça teatral escrita por Álvares de Azevedo pouco antes de morrer em conseqüência da tuberculose, e logo depois de ter sonhado um encontro seu com satã. O livro foi publicado em 1852 e denuncia questões sociais. Este livro revela bastante ligações com o Romantismo, movimento literário da época. Através da obra, revela sentimentos presentes nos românticos através de fatos vivenciados pelos personagens.

A.S. Franchini/Carmen Seganfredo - As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica

24 de fev. de 2009


Título Original: As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica
Ano: 2007
País: Brasil
Comentário: As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor", e Friday, "dia de Freya".)
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais "raízes" das modernas sagas de RPG.

Post dedicado à minha viking favorita, a Thais! =)

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Anton Szandor LaVey - A Bíblia Satânica



Título Original: The Satanic Bible
Título em Português: A Bíblia Satânica
Ano: 1969
País: E.U.A.
Comentário: Trago à vocês um livro que contém um assunto muito polêmico, preconizado, e mal compreendido como poucos: o satanismo. A Bíblia Satânica fora escrita por Anton LaVey na década de 70 e nela é exposta sua filosofia de vida (sim, o satanismo não é uma religião, uma vez que o satanismo não prega veneração à nenhuma divindadade). Esse livro contém os princípios fundamentais da filosofia tão cheia de simbologias que constituem o satanismo. Satã (o opositor) representa liberdade, contestação, e luta. Exatamente tudo o que é oposto ao cristianismo que envenena o mundo. Sim, satanistas são anticristos.

Eis alguns de seus fundamentos:

1 - Satã representa indulgência, em vez de abstinência!
2 - Satã representa existência vital, em vez de contos de fadas espirituais!
3 - Satã representa sabedoria imaculada, em vez de auto-engano hipócrita!
4 - Satã representa a bondade aos que merecem, em vez de amor desperdiçado com ingratos!
5 - Satã representa vingança, em vez de dar a outrra face!
6 - Satã representa responsabilidade aos responsáveis, em vez de preocupação com vampiros psíquicos!
7 - Satã representa o homem apenas como mais um animal, às vezes melhor, geralmente pior do que os que andam sobre quatro patas, e que, por seu "divino desenvolvimento espiritual e intelectual", se tornou o mais pernicioso de todos os animais!
8 - Satã representa tudo o que se conhece por pecado, uma vez que todos os pecados conduzem à gratificação física, mental ou emocional!
9 - Satã tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, pois a manteve ativa por todos esses anos!

Não recomendo esse livro à qualquer um. Somente aos espíritos livres, àqueles que não possuem a mente moldada por paradigmas hipócritas e limítrofes cristãos. Se você for um deles, aproveite. Se não... deixem-nos em paz!

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos


Título Original: Le Livre des Esprits
Título em Português: O Livro dos Espíritos
Ano: 1857
País: França
Comentário: O Livro dos Espíritos é o primeiro livro sobre a doutrina espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo Allan Kardec. É uma obra básica do espiritismo, e foi lançado por Kardec após seus estudos sobre os fenômenos que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediúnica, e estavam difundidos por toda a Europa durante o século XIX.

Apresenta-se na forma de perguntas e respostas, totalizando 1.019 tópicos. Foi o primeiro de uma série de cinco livros editados pelo pedagogo sobre o mesmo tema. As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando em "mais de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, no Palais Royal, na capital francesa, contendo 550 itens. Só a partir da segunda edição, lançada em 16 de março de 1860, com ampla revisão de Kardec mediante o contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1019 perguntas e respostas.

Apesar de eu não crer no espiritismo (e ser totalmente contra muitas das premissas pregadas poor essa filosofia) , o livro em questão é uma leitura interessante, e ele aborda vários temas diferentes, como suicídio, as paixões, os vícios, e inclusive vida alienígena! Isso é uma coisa impressionante, uma vez que o livro foi escrito no século XIX. Para os espiritualistas, é um livro obrigatório, para os demais, será uma leitura interessante, e no mínimo, curiosa. Recomendo.

O Livro de Nod

20 de out. de 2008


Título original: The Book of Nod
Título em português: O Livro de Nod
Comentário: O Livro de Nod é um livro ficticio públicado pela editora White-Wolf, é um suplemento para o RPG Vampiro: A Máscara. O livro narra o que seria a verdadeira origem dos vampiros, e pode ser considerada a lendária "bíblia vampírica", embora muitos vampiros sequer saibam de sua existência.
Segundo O livro de Nod, a marca que Caim teria recebido de Deus seria a maldição do vampirismo. O livro é uma coletânea de fragmentos do Livro de Nod original (que teria sido escrito pelo próprio Caim), reunidos por Aristotle de Laurent, um pesquisador Malkaviano.
Os fragmentos foram reunidos dentro de possíveis contextos, em três Crônicas: Crônica de Caim, Crônica das Sombras e Crônica dos Segredos.

As Crônicas de Caim são os trechos que descrevem a provável origem vampírica; relata desde fatos da vida de Caim e Abel até a formação da Primeira Cidade, Enoque. Caim, após ter seus presentes reprovados por Deus, sacrifica seu irmão Abel, aquilo que lhe era mais valioso. Algum tempo depois de ser banido para as longínquas terras de Nod, Caim encontra-se com Lilith, que inicia seu despertar. Então, três anjos o visitam, oferencendo três chances de redenção: Miguel, portador da chama sagrada, que após receber a resposta negativa de Caim o amaldiçoa e a seus filhos com o temor e a destruição pelo fogo; Rafael, guia do Sol, amaldiçoa Caim e sua descendência com o temor e destruição pela luz sagrada do Sol, após receber um outro não; Uriel, anjo da Morte, completa a maldição vampírica, condenando Caim e seus filhos a beberem sangue por toda a eternidade, após receber a terceira recusa. No entanto, Gabriel, anjo da Misericórdia, surge após Uriel, dizendo que Deus deixou uma trilha eterna de salvação para Caim e sua descendência (a lendária Golconda). Depois destes acontecimentos, Caim, guiado por Lillith, desenvolve Disciplinas (os poderes vampíricos), e mais tarde parte para construir seu próprio reino. Caim inicia a construção da Primeira Cidade, onde dá origem a outros vampiros, desobedecendo novamente a Deus, o que acaba causando uma guerra eterna entre seus descentes, conhecida como Jyhad. Os filhos diretos de Caim foram Zillah, Irad e Enoque, conhecidos como Segunda Geração; estes deram origem à Terceira Geração de vampiros, os Antediluvianos (assim chamados por terem vivido antes do Dilúvio).
As Crônica das Sombras são mandamentos de Caim para seus filhos, acerca das leis vampíricas, e dos relacionamentos com seres humanos e sobrenaturais; também contém algumas declarações dos Fundadores dos Clãs (famílias de vampiros) para seus descendentes.
As Crônica dos Segredos apresentam profecias sobre a Gehenna, o juízo final para os vampiros (e talvez para o mundo inteiro). Pode até haver alguma relação com o Apocalipse, que, em certo momento, diz que terça parte dos homens sobre a Terra morrerão, podendo ser esta a totalidade da população de vampiros viventes.


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Adolf Hitler - Minha Luta


Título original: Mein Kampf
Título em português: Minha Luta
Ano: 1925
País: Alemanha
Comentário: Mein Kampf é o título do livro de autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas idéias anti-semíticas, nacionalistas e racialistas, então adotadas pelo partido nazista. Escrito na prisão e editado inicialmente em 1925, tornou-se um guia ideológico e de ação para os nazistas e também atualmente os neonazistas, primeiro dentro e depois fora da Alemanha. É importante ressaltar que as idéias propostas em Mein Kampf não surgiram com Hitler, originaram-se em teorias e argumentos então correntes na Europa.
As principais idéias do livro são aquelas que mais tarde se tentariam aplicar durante a Segunda Guerra Mundial. Hitler usou como tese principal o "Perigo Judeu", que fala sobre a conspiração dos Judeus para ganhar a liderança na Alemanha. No entanto, o livro também é autobiográfico, dá detalhes da infância de Hitler e o processo pelo qual ele se transformou em um nacionalista, depois num anti-semita, e finalmente num militarista, tendo sido marcado pela sua juventude em Viena, Áustria. Depois da ascensão de Hitler ao poder, o livro ganhou popularidade enorme e acabou se tornando uma espécie "Bíblia de todo nazista". Até mesmo os casais que queriam se casar precisavam possuir uma cópia.
Enfim, esse livro faz parte da história do mundo, e só por isso já merece ser lido.

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Umberto Eco - O Nome da Rosa


Título Original: Il Nome della Rosa
Título em português: O Nome da Rosa
Ano: 1980
País: Itália
Comentário: O enredo de O Nome da Rosa gira em torno das investigações de uma série de crimes misteriosos, cometidos dentro de uma abadia medieval. Com ares de Sherlock Holmes, o investigador, o frade franciscano Guilherme de Baskerville, assessorado pelo noviço Adso de Melk, vai a fundo em suas investigações, apesar da resistência de alguns dos religiosos do local, até que desvenda que as causas do crime estavam ligadas a manutenção de uma biblioteca que mantém em segredo obras apócrifas, obras que não seriam aceitas em consenso pela igreja cristã da Idade Média.
A oportunidade de reflexão aberta das questões filosóficas, dos conceitos de certo e errado, de bem e mal, da moral cristã, do que está por trás dos conceitos e crenças atuais, mesmo que por contraste com o conjunto de questionamentos que ecoam dos séculos atrás, é uma herança a ser compartilhadas pelos leitores dessa obra aberta.

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Anthony Burgess - Laranja Mecânica


Título Original: A Laranja Mecânica
Título em português: A Clockwork Orange
Ano: 1962
País: U.K.
Comentário: O livro conta a história de Alex, um garoto que junto com outros jovens de sua gangue praticam roubos, espancamentos, estupros por toda uma Londres arrasada de um futuro indeterminado. Alex pratica a violência por puro prazer, assim como a maioria dos jovens de sua idade. Burgess causou grande estranhamento em seus leitores por conta do vocabulário de Alex, cheio de gírias nadsat - termos eslavos e palavras rimadas que exigem dedução para o entendimento. Exemplo: a rot do vekio estava cheia de krov(sangue) vermelho quando lhe demos um toltchock; tiramos as platis da devotchka e seus grudis eram horrorshow , etc. O livro chocava também por sua violência e os conflitos éticos que cercavam o jovem Alex, suas punições e a sociedade.
O protagonista, amante da música clássica (principalmente Bethoveen e Mozart) e líder de uma gangue delinquentes que matam, roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, Alex é usado em experimento chamado "Ludovico", criado pelo Estado, destinado a refrear os impulsos destrutivo. Quando volta às ruas, totalmente regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas. Após ser usado num jogo político pelo partido de esquerda, o Estado reverte o seu" tratamento". Alex volta a formar outra gangue de drugues, porém num certo momento, cansado de toda a violência que cometeu, escolhe, por sua própria vontade, ter uma vida normal. Para complementar o vocabulário de seus personagem, Anthony Burgess criou mais de duzentas palavras baseadas nas gírias dos ciganos ingleses, na própria língua inglesa, em expressões eslavas (algumas vezes alteradas semanticamente) e fez ainda associações de idéias, aglutinações e jargões rimados ingleses.

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Henrik Ibsen - Peer Gynt

19 de out. de 2008


Título Original: Peer Gynt
Titulo em Português: Peer Gynt - O imperador de si mesmo
Ano de lançamento: 1867
País: Noruega
Comentário: Essa obra foi escrita para se contar a história de Peer Gynt, que é o título de uma peça teatral de Henrik Ibsen, escrita em 1867, e cujo nome original era: “Peer Gynt - O imperador de si mesmo”. Henrik Ibsen foi um dos principais expoentes do teatro realista moderno. Suas peças causaram espanto e escandalizaram a sociedade de então, pois os valores morais da família e da propriedade eram ainda amplamente aceitos e qualquer contestação poderia ser tida como ofensiva e imoral. Ao contrário das outras obras suas, Peer Gynt foi escrita em versos, pois sua intenção original era escrever um drama, que não seria para performances em palco. Também é diferente das outras obras por ser uma fantasia ao invés de uma tragédia realística.

Nota: O compositor Edvard Grieg, conterrâneo de Ibsen, seguiu uma corrente estilística de inspiração folclórica, e uma de suas composições foi uma Suite escrita para se contar a história de Peer Gynt, escrita em , que postarei futuramente aqui também.

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Ellias Lonrott - Kalevala


Título Original: Kalevala
Título em Português: Kalevala :P
Ano de lançamento: 1835
País: Finlândia
Comentário: Kalevala é o épico nacional finlandês, criado por Ellias Lonrott, sendo sua primeira edição publicada em 1835, a partir de canções folclóricas finlandesas. Essa epopéia consiste em 22.795 versos, dividido em 50 cânticos (também chamados de capítulos). Ela foi composta pelos poemas populares que Lonrott recolheu.
Ele teve um importante papel no desenvolvimento do nacionalismo finlandês, que finalmente levaria a Finlândia à independência da Rússia em 1917.
Muitas obras do compositor erudito Sibelius terem sido inspiradas nesses temas. A banda Amorphis também se baseou, musical e liricamente neles, em dois de seus álbuns, Tales From The Thousand Lakes e Elegy, os quais postarei aqui futuramente.
Ah, não se preocupem, está tudo em português! xD

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Sófocles - Édipo Rei


Título Original: OΙΔΙΠΟΥΣ ΤΥΡΑΝΝΟΣ xD
Título em Português: Édipo Rei
País: Grécia
Comentário: Édipo Rei é uma peça de teatro grega, mais precisamente uma tragédia (forma de drama, que normalmente envolve conflitos entre um personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade), é certamente uma das mais conhecidas do teatro grego, e foi escrita por Sófocles por volta de 427 a.C.
Ela narra o do mito de Édipo, e sua investigação sobre o assassinato de Laio (seu pai) e de sua própria origem, e descreve a trajetória dramática do herói condenado a sofrer por um crime do qual era inocente.
Considerada por Aristóteles (em sua obra intitulada Poética) como sendo o mais perfeito exemplo de tragédia grega, é até hoje estudada e discutida e tem grande influência na cultura universal.

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Friedrich Nietzsche - O Anticristo


Tìtulo Original: Der Antichrist
Tìtulo em Português: O Anticristo
Ano de lançamento: 1895
País: Alemanha
Comentário: O Anticristo é uma obra em que Nietzche destila todo o seu veneno contra a religião cristã. Ateu convicto, movido pelo grande desprezo pelo sentimento religioso, o autor se empenha em provar que a religião cristã foi o maior disastre ocorrido no mundo ocidental e em todas as partes de globo onde essa religião foi exportada.
O Anticristo é um grito veemente e mesmo feroz de um ateu. Para oa ateus, deve ser um livro interessante; para os indiferentes em questões de religião, deve ser um livro igualmente indiferente; para os não-cristãos tolerantes em confronto com as demais religiões deve representar um livro a ser lido com criteriosa deconfinça sem muito entusiasmo; para os cristãos, deve parecer um livro escandaloso, pérfido, malcriado, produto de um pensador que leva até os limites impensáveis seu ódio contra uma religião; para os fanáticos de qualquer outra religião que não a cristã - que é aqui a grande vítima - para os fanáticos, para eles não há espaço disponível para expor neste local sua eventual e incógnita, mas presumível, reação; nem deveria haver em qualquer outra publicação, porquanto eles, como fanáticos, fogem dos limites do pensar, do agir e do crer.
Quem destruiu o império romano? Os cristãos. Quem colocou no ostrracismo todas as conquistas culturais e científicas dos gregos e dos romanos? O cristianismo. Quem é responsável pela decadência, e pelo declínio do mundo? O cristianismo. A maior corrupção moral, filosófica e política de que se tem notícia é o cristianismo. Nem é necessário dizer mais. Aproveitem! ^^

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Friederich Nietzsche - Assim Falava Zaratustra

10 de out. de 2008

Ano: 1885
País: Alemanha

Resenha:

Assim Falou Zaratustra (em alemão Also sprach Zarathustra) é um livro, iniciado em 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume.

O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se auto-nomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das idéias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, freqüentemente satirizando o Novo testamento.

O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem". O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Amplamente baseado em episódios, as histórias em Zaratustra podem ser lidas em qualquer ordem. Zaratustra contém a famosa frase "Deus está morto", embora esta também tenha aparecido anteriormente no livro Die fröhliche Wissenschaft (A Gaia Ciência) de Nietszche.

Os dois volumes finais não terminados do livro foram planejados para retratar o trabalho missionário de Zaratustra e sua eventual morte.

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Markus Zusak - A Menina que Roubava Livros


Ano: 2006
País: Austrália

Resenha:


"Os seres humanos me assombram."

A história, narrada pela própria Morte, fala sobre uma garotinha que a viu 3 vezes. Seu nome é Liesel Meminger. Uma menina de poucos anos que desde cedo aprendeu a sofrer. Vendo, tragicamente, todas as pessoas que amou serem tiradas uma a uma de sua vida ela, então, descobre um refúgio, as palavras.

Liesel após a morte de seu pequeno irmão passa a ser criada por um casal de alemães em um bairro humilde, chamado Molching, em plena Segunda Guerra Mundial. Talvez daí tenha surgido toda a sua dramaticidade. Toda a história da roubadora de livros se passa nesse cenário, entre amizades e um amor incrivelmente grande que ela adquiriu por seus novos pais, duas figuras únicas. De um lado, um homem com um coração que mal cabe em seu peito e exala carinho. Do outro, uma mulher rude, ranzinza mas que, do seu jeito, ama Liesel desde o primeiro instante. Ao decorrer da história percebemos como o amor tem dessas coisas, nutrir amor por uma pessoa que te enche de carinho é tão simples quanto nutri-lo por quem o xinga e lhe trata com rudez. Como disse, “o amor tem dessas coisas”.

As aventuras de Liesel e seu melhor amigo Rude dão dinamicidade ao livro, tornando a leitura muito dinâmica. Seus divertimentos vão desde um simples jogo de futebol ao, preferido de Liesel, furtar livros. O verbo furtar perde completamente seu peso quando falamos da roubadora de livros, digo isso pois seus roubos são inocentes e apenas objetivam acalentar seu coração sofrido. Sim, as palavras nos acalmam.

Quando um judeu (lembrem-se, estamos na II Guerra Mundial) entra na casa dos Hubberman’s é que a história passa realmente a fazer um sentido. Aproximados pelo sofrimento, Liesel e Max, o judeu, fazem com que momentos tão simples e tão cotidianos pareçam algo extraordinariamente maravilhoso. O que nos leva a repensar em coisas que passam despercebidas aos nossos olhos, estes sempre preocupados em fitarem algo grande para se satisfazerem. Esses momentos podem ser exemplificados em todas as vezes que Liesel diz para Max, como o céu está lá fora (Max está escondido no porão) ou nos presentes encontrados na rua pela menina, que enchiam os olhos do pobre judeu de lágrimas.

Ele se vê obrigado a retribuir o presente, e com certeza o faz com grandeza. A pequena garota recebe um caderno intitulado A sacudidora de palavras. Nele, o judeu conta a história da amizade entre eles e mais ainda, fala sobre as palavras e como elas podem mudar o mundo. Repito, na minha opinião, A Menina que Roubava livros fala exatamente disto, o poder das palavras. O poder de matar milhões de pessoas sem sequer tocar em uma arma. O poder de transformar sentimentos. O poder de sonhar. O poder de ser quem você quiser. Ler é tudo.

Aos que já conhecem o poder das palavras, leiam para se encantar. Aos que não conhecem, leiam para se surpreender.

“Era alto na cama, e vi a prata por entre suas pálpebras. Sua alma sentou-se. Veio a meu encontro. As almas desse tipo sempre o fazem - as melhores. As que se levantam e dizem: “Sei quem você é e estou pronta. Não que eu queira ir, é claro, mas irei. ” A Morte


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Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Principe

Ano: Lançado em 1943
País: França

Resenha: Este livro conta a história de um viajante que, perdido no deserto, encontra-se com um jovem garoto, príncipe de um pequeno asteróide que fica bem longe da terra. Convivendo durante 8 dias com o garoto, o viajante reencontra-se com a criança que existe dentro de si, ao tempo em que vai enxergando como o mundo a sua volta realmente é aos olhos de uma pessoa tão inocente. Cheio de grandes valores morais e éticos, o livro nos faz refletir e analisar constantemente nossa postura como pessoas diante das cisrcunstâncias do mundo, além de dar valiosas lições de humildade, sabedoria e amor. Enfim, este é um livro que toda pessoa na vida deveria ler, pelo menos uma vez!

Post dedicado ao Fê! Uhull!!

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